O faturamento da indústria italiana recuou 1% em valor e 0,7% em volume em junho na comparação com o mês anterior, com queda tanto no mercado interno (-1% em valor e -0,4% em volume) quanto no externo (-1% em valor e -1,3% em volume). Na comparação anual, houve avanço de 3,1%, embora os volumes tenham se contraído quase um ponto, o que indica efeito de preços. Os dados são do Istat, o instituto de estatística da Itália, e foram divulgados pelo jornal Il Sole 24 Ore.
No primeiro semestre, o valor das receitas cresceu 2,6% e os volumes ficaram praticamente estáveis, em 0,1%. Puxaram a média anual a química, a farmacêutica e o setor de borracha e plástico, mas sobretudo a metalurgia (+13,9%), impulsionada pela alta dos preços ligada à energia. A própria energia registrou o maior crescimento anual, com receitas em alta de mais de 22%.
A produção industrial avançou apenas 0,5% entre janeiro e junho, limitada principalmente pela moda e pela química, com o setor automotivo como principal fator de impulso. Nas exportações, as vendas ao exterior subiram 4,5% no semestre, mas parte relevante desse resultado, sete bilhões adicionais, veio da venda de ouro em barras para a Suíça. Moda, papel e móveis fecharam o período em queda, e máquinas ficaram nos níveis do ano anterior.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.
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