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Dia da Pizza: por que a fatia brasileira não é igual a italiana

Segundo maior consumidor do mundo, o país adaptou a massa, a borda e os recheios. Veja o que muda da pizza brasileira para a italiana.

Amigos dividem fatias de pizza puxando o queijo derretido, hábito típico do Brasil, onde o prato costuma ser pedido inteiro e compartilhado à mesa.
Amigos dividem fatias de pizza puxando o queijo derretido, hábito típico do Brasil, onde o prato costuma ser pedido inteiro e compartilhado à mesa.

O Brasil celebra o Dia da Pizza nesta sexta-feira (10) na condição de segundo maior consumidor do prato no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. São mais de 160.000 pizzarias no país, que vendem cerca de 200 milhões de unidades por mês.

O prato caiu no gosto popular, mas guarda diferenças em relação à versão tradicional italiana. No Brasil, a pizza virou refeição para dividir com a família ou os amigos, quase sempre à noite. Na Itália, é mais comum consumi-la de forma individual, inclusive no almoço.

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A massa e a borda

As diferenças começam na origem do preparo. “A diferença básica é a farinha e o longo processo de fermentação. Quando você pega a pizza feita no Brasil, algumas massas levam até ovos, a fermentação é mais curta, a farinha é de outro tipo”, afirma Gerardo Landulfo, delegado da Accademia della Cucina Italiana.

Na Itália, a massa é fina e leve, feita apenas com farinha, água, sal e fermento. No Brasil, a versão predominante é um pouco mais espessa, tanto que muitas pizzarias perguntam se o cliente prefere massa grossa, média ou fina.

A borda também muda. Na pizza italiana, ela é alta, oca e crocante. No Brasil, costuma ser mais baixa e frequentemente dobrada em torno de um recheio de queijo ou requeijão cremoso.

O recheio

“A segunda diferença que pesa é o que se coloca em cima da pizza, o recheio”, acrescenta Landulfo. A Itália preza pela tradição, com poucas opções de sabores e poucos ingredientes.

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Na pizza brasileira não há limites. O cardápio vai dos clássicos calabresa, quatro queijos e portuguesa a opções como batata frita e filé mignon. “O brasileiro gosta de muito queijo, gosta de vários ingredientes. Tem sabores diferentes na Itália também, mas nunca com mais de dois ou três ingredientes”, diz o delegado.

Um prato noturno

Segundo Landulfo, a pizza se tornou um prato noturno no Brasil porque as primeiras pizzarias abriam apenas nas noites de fim de semana, já que era caro manter o forno aceso o dia todo.

“Foi uma questão comercial. Era melhor vender pizza de noite e no fim de semana do que não vender na hora do almoço. Mas em Nápoles, a partir das 10h já se come pizza, que também é uma comida de rua”, afirma.

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O apetite brasileiro sustenta um mercado em expansão. Pesquisa setorial da APUBRA, conduzida pela consultoria Galunion em 2024, apontou que 92% das pizzarias tiveram lucro no ano, com 1.552 lojas ouvidas em todo o país. (Com informações da ANSA Brasil e da APUBRA)

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Luis pablo Briano

    Não gosto da pizza brasileira, muito queijo mascarando o sabor da massa e do molho. Além de ser de difícil digestão debido a massa ser muito pesada

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