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Jornais italianos exaltam Ancelotti após Brasil golear o Haiti na Copa

A imprensa esportiva italiana destacou na madrugada deste sábado a primeira vitória de Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira.

Imprensa italiana celebra primeira vitória de Ancelotti à frente do Brasil
Imprensa italiana celebra primeira vitória de Ancelotti à frente do Brasil

A imprensa italiana acordou em festa com a seleção brasileira. A vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0 rendeu manchetes efusivas na imprensa italiana na madrugada deste sábado (20). Os jornais trataram o resultado como o alívio que faltava a Carlo Ancelotti, em sua primeira vitória no comando da seleção, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

A Gazzetta dello Sport abriu a análise com a ideia de que o medo era o verdadeiro adversário do time. “Passado o medo, o verdadeiro inimigo do Brasil”, escreveu o jornalista Fabio Licari, em referência à tensão acumulada após o empate com o Marrocos.

A goleada pelos olhos da imprensa italiana

A Eurosport resumiu a partida pela distância técnica entre as seleções. Para o site, o Brasil “engole o Haiti em uma só mordida”, diante de um adversário fraco demais para preocupar.

A Repubblica destacou a atuação de Vinicius Junior com uma imagem dura. Segundo o jornal, os arranques do atacante foram “facadas para os pobres zagueiros haitianos”, que não conseguiram conter sua velocidade.

Reprodução da capa do Corriere della Sera neste sábado, com Vinicius Junior, Matheus Cunha e Lucas Paquetà comemorando um dos gols do Brasil na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, em Filadélfia, pela Copa do Mundo. Manchete do Corriere: "Copa, Ancelotti acerta tudo e o Brasil bate o Haiti. Pesadelo Turquia, o time de Montella está eliminado. EUA e Marrocos ok")".
Reprodução da capa do Corriere della Sera neste sábado, com Vinicius Junior, Matheus Cunha e Lucas Paquetà comemorando um dos gols do Brasil na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, em Filadélfia, pela Copa do Mundo. Manchete do Corriere: “Copa, Ancelotti acerta tudo e o Brasil bate o Haiti. Pesadelo Turquia, o time de Montella está eliminado. EUA e Marrocos ok”)”.

O acerto de Ancelotti e o nove que faltava

Os veículos creditaram o resultado às duas mudanças do treinador. Matheus Cunha entrou no lugar de Igor Thiago e marcou duas vezes. Danilo substituiu Ibañez, e a seleção passou a atuar no 4-3-3.

O Corriere della Sera classificou as escolhas como uma “feliz intuição de Ancelotti”. A Gazzetta foi além e tratou Cunha como o centroavante de mobilidade que faltava, em contraste com o antigo titular, descrito como um jogador travado.

Cunha abriu o placar aos 24 minutos e ampliou aos 36. Vinicius, autor do terceiro gol e do passe para o segundo, dominou as avaliações individuais.

A frustração com Endrick e a lesão de Raphinha

A imprensa também registrou a expectativa em torno de Endrick, tratado por parte da torcida como uma espécie de “messias”. O atacante entrou na etapa final, teve um gol anulado por impedimento e deixou a sensação de que ainda não convenceu.

Um único ponto atenuou o tom positivo. Raphinha deixou o campo ainda no primeiro tempo com um problema muscular, e Rayan entrou em seu lugar.

No segundo tempo, os jornais notaram que o Brasil administrou o resultado diante do Haiti, já eliminado matematicamente da Copa. A vitória levou a seleção à liderança do Grupo C.

(Com informações de La Gazzetta dello Sport, La Repubblica, Corriere della Sera e Eurosport)

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