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Raízes italianas na final da Copa: Messi e Simeone quase jogaram pela Itália

Um nasceu em Roma; o outro traz um sobrenome vindo das Marche. Veja o elo com a Azzurra dos protagonistas do domingo.

Giuliano Simeone (17) e Lionel Messi (10) conversam durante partida da seleção argentina na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos.
Giuliano Simeone (17) e Lionel Messi (10) conversam durante partida da seleção argentina na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos.

A final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, neste domingo (19), coloca em campo dois jogadores da Albiceleste com uma ligação direta, embora pouco conhecida, com a Itália. Lionel Messi e Giuliano Simeone também são cidadãos italianos, cada um por um caminho diferente.

Messi tem cidadania por descendência e raízes familiares na região das Marcas. Simeone nasceu em Roma, quando seu pai, Diego Simeone, jogava no futebol italiano.

As histórias são diferentes, mas revelam como a imigração italiana e os vínculos entre Itália e Argentina também aparecem entre os protagonistas de uma das partidas mais importantes do futebol mundial.

Messi e as raízes em Recanati

Nascido em Rosário, na Argentina, Lionel Messi carrega no sobrenome uma história ligada à imigração italiana. Seu antepassado paterno Angelo Messi deixou Recanati, na região das Marcas, e partiu para a Argentina ainda no século 19.

A descendência garantiu ao camisa 10 argentino o reconhecimento da cidadania italiana. Messi também está inscrito no AIRE de Recanati, o cadastro dos cidadãos italianos residentes no exterior.

A ligação com a pequena cidade italiana ganhou um capítulo curioso em 2019, quando o município enviou ao jogador a documentação eleitoral que permitiria sua participação nas eleições europeias e municipais.

No futebol, porém, a trajetória internacional de Messi sempre esteve ligada à Argentina, embora a Espanha tenha surgido como uma possibilidade concreta durante sua juventude.

Messi se mudou ainda adolescente para Barcelona e poderia ter seguido o caminho da seleção espanhola. A federação do país chegou a demonstrar interesse em contar com o jogador, enquanto a Associação do Futebol Argentino acelerou sua convocação para as categorias de base.

Em 2004, Messi estreou pela seleção argentina sub-20. A partir dali, o caminho estava definido. Anos depois, ele se tornaria capitão e um dos maiores símbolos da história da Albiceleste.

Giuliano Simeone, o romano da Argentina

A ligação de Giuliano Simeone com a Itália começa no nascimento.

Filho do técnico Diego Simeone, Giuliano nasceu em Roma, em 2002, período em que o pai defendia a Lazio. Por isso, possui cidadania italiana além da argentina.

Apesar do vínculo com a Itália, Giuliano construiu sua trajetória internacional vestindo a camisa da Argentina.

O atacante passou pela seleção argentina sub-23 e disputou os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, antes de chegar à equipe principal da Albiceleste.

Assim, Messi e Simeone chegam à final representando a Argentina, mas carregando também uma conexão particular com a Itália. Um pela história de uma família que atravessou o Atlântico em direção à América do Sul. O outro por ter nascido justamente na capital italiana.

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