A maturità 2026 começou nesta quinta-feira (18) para 527.747 estudantes em toda a Itália. A primeira prova escrita, de italiano, abriu às 8h30 o exame que encerra o ensino médio no país.
O número de candidatos cresceu 0,6% em relação a 2025. São 513.738 alunos regulares e 14.009 candidatos externos, segundo o Ministério da Instrução e do Mérito.
O que é a maturità
A maturità é o exame final do ensino médio italiano e dá ao estudante o diploma necessário para entrar na universidade ou no mercado de trabalho. A prova ocorre ao fim do quinto ano do ensino secundário, quando o aluno tem cerca de 19 anos.
O exame reúne tantos participantes porque é obrigatório para concluir essa etapa escolar. A maior parte dos candidatos vem dos liceus (273.959), seguidos pelos institutos técnicos (167.104) e profissionais (86.684).
A segunda prova escrita, sobre a matéria principal de cada curso, acontece nesta sexta-feira (19). Os exames orais começam em 22 de junho, conduzidos por 13.996 comissões.
O que muda em 2026
A edição deste ano traz a reforma do ministro Giuseppe Valditara, prevista no decreto 127/2025. O exame volta a se chamar oficialmente “Esame di Maturità” (Exame de Maturidade), no lugar de “Esame di Stato” (Exame de Estado), nome usado nos últimos anos.
O oral passou a ser obrigatório para a aprovação. Quem se recusar a falar, prática conhecida como “scena muta” (cena muda), é reprovado de forma automática. O colóquio agora trata de quatro matérias, contra seis na edição anterior.
As comissões também ficaram menores, com quatro examinadores mais o presidente externo. O bônus que a banca pode somar à nota caiu de cinco para três pontos, válido apenas para quem alcança ao menos 90 pontos.
Como funciona em Portugal
Em Portugal, o equivalente são os exames nacionais do ensino secundário. A primeira fase de 2026 ocorre entre 16 e 26 de junho, no mesmo período da maturità italiana.
No país, o exame de Português é obrigatório para todos os alunos do 12.º ano. Para concluir o ensino secundário, o estudante precisa de três exames nacionais, que também servem como prova de ingresso no ensino superior.
Fonte: Ministério da Instrução e do Mérito da Itália, IAVE (Portugal) e imprensa italiana (Quotidiano Nazionale, Il Sole 24 Ore).





































Rafael
19 de junho de 2026 at 07:57
Entendi errado ou o jovem conclui o ensino médio aos (inacreditáveis) 19 anos na Itália? Surreal! E esse exame, que coisa atrasada. Uma entrevista oral, em ‘pleno 2026’? Por favor…..
Edmar F
19 de junho de 2026 at 12:55
Por isso a Itália é uma potência econômica e o Br. continua eternamente “pais do futuro”
Edson
22 de junho de 2026 at 03:36
Certíssimo ter o exame oral. Primeiro, o aluno tem que ter domínio total da matéria, segundo, exige o domínio da comunicação, competência chave para ser bem sucedido. No Brasil a maioria dos universitários são analfabetos funcionais, e nosso sistema educacional está disfuncional, vide a nossa posição no PISA