A Itália está na terceira onda de calor do verão, e médicos alertam para riscos crescentes à saúde da população em geral, não apenas dos grupos mais vulneráveis. Florença e Perugia chegaram ao quarto dia consecutivo em alerta vermelho máximo do ministério da saúde, o nível mais grave. Bolonha, Bolzano, Frosinone, Rieti, Roma e Turim estão em alerta laranja, o segundo mais alto.
O pico está previsto para terça e quarta-feira, quando uma massa de ar quente e úmido vindo do Saara deve cobrir a maior parte da península. Roma e Florença devem chegar a 39°C. No interior da Sardenha, o meteorologista Mattia Gussoni, do iLMeteo.it, prevê temperaturas acima de 42°C.
Efeitos cumulativos preocupam especialistas
“Estamos vivendo uma temporada marcada por eventos extremos e persistentes”, disse Gussoni, citando dados do Copernicus que mostram junho com temperaturas excepcionalmente altas em toda a Europa.
Para médicos, o problema maior é a sequência. “Esta onda chega sobre uma população que já passou por dois períodos intensos de calor nas últimas semanas, e os efeitos são cumulativos”, alertou Fabrizio Pregliasco, professor de medicina preventiva da Universidade de Milão. A Ansa informou que o calor deve durar pelo menos 15 dias, com alívio esperado somente por volta de 25 de julho.
Incêndios e afogamentos
O calor elevou o risco de incêndios florestais. A proteção civil da Sardenha manteve alerta máximo de fogo para Cagliari e outras regiões. Em Palermo, o Corpo de Bombeiros atendeu 33 ocorrências em 24 horas. Toscana e Piemonte também estão em alerta.
No domingo, dois homens se afogaram em rios da Lombardia. Um homem de 59 anos morreu no rio Ticino, na área de Milão, e outro de 28 anos no rio Oglio, em Brescia.
A onda de calor se estende pela Europa. Na França, um incêndio na floresta de Fontainebleau, ao sul de Paris, destruiu 800 hectares e forçou evacuações. Na Espanha, a morte de uma britânica de 93 anos elevou para 13 o número de vítimas de um incêndio na província de Almeria, com 23 pessoas ainda desaparecidas.
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