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Terremotos e imposto reduzido: como estrangeiros escolhem onde morar na Itália

Do risco sísmico ao transporte público, veja os fatores que pesam na hora de definir a região e a cidade ideais no país.

Vista aérea do centro histórico de Atri, na província de Teramo (Abruzzo), com a cordilheira do Gran Sasso nevada ao fundo, durante o inverno.
Vista aérea do centro histórico de Atri, na província de Teramo (Abruzzo), com a cordilheira do Gran Sasso nevada ao fundo, durante o inverno.

Risco sísmico, incentivos fiscais e acesso a transporte estão entre os principais critérios que estrangeiros usam para escolher onde morar na Itália, segundo levantamento do site The Local com dezenas de residentes de origem estrangeira no país.

Os leitores relataram como definiram a região e a cidade em que vivem e ofereceram recomendações a quem planeja fazer o mesmo, da consulta a mapas de terremotos ao regime de imposto reduzido disponível em algumas áreas.

Terremotos e imposto de 7%

Deborah Maynard, aposentada do Oregon que vive há quatro anos em Atri, no Abruzzo, adotou um método rigoroso. Primeiro consultou um mapa de atividade sísmica e restringiu a busca às áreas com menor risco de terremotos.

Em seguida, procurou regiões do sul e do centro, e cidades com menos de 20.000 habitantes, que se qualificavam para o programa de imposto fixo de 7% voltado a aposentados. Escolheu o Abruzzo pela localização central, que facilita viagens a todas as partes da península.

“Atri é maravilhosa. Estamos muito felizes aqui e nunca nos arrependemos da escolha”, diz.

Transporte e vida rural

O acesso a transporte público apareceu com frequência entre as recomendações. James Charney, que mora há 15 anos perto de Orvieto, na Úmbria, conta que chegou a considerar a cidade de Todi, mas desistiu por ser isolada, sem serviço de trem.

Leanne Davis, que comprou a casa em Boccheggiano, na Toscana, sem nunca ter visto o imóvel, diz que hoje escolheria um lugar mais próximo de transporte público. “Nossa área é uma joia escondida, mas você vai precisar de um carro”, afirma.

Laura, que vive em Ascoli Piceno, nas Marcas, alerta contra o isolamento. “Evite escolher um lugar baseado no sonho suburbano americano, uma casa na colina, distante das outras pessoas. Isso é uma receita para a solidão”, diz.

Visitar antes de decidir

Vários leitores recomendaram passar um tempo no destino antes da mudança. Anna Piperato, guia turística em Siena há mais de uma década, sugere uma estadia de teste de um a três meses para sentir o ritmo do cotidiano.

Wes Isley, morador de Vasto, no Abruzzo, aconselha visitar mais de uma vez os lugares que não convencem de imediato. “As primeiras impressões nem sempre estão certas. Dê mais tempo aos lugares e você pode descobrir algo maravilhoso”, afirma.

Jan Wifstrand, sueco que vive há duas décadas no Vale do Niccone, na Úmbria, resume o conselho mais repetido: confiar na intuição. “Não procure valorização imobiliária. Procure o seu paraíso”, diz. (Com informações do The Local)

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