A brecha aberta em uma represa no lado tibetano e a elevação do nível de dois lagos formados por um deslizamento de terra colocaram a fronteira entre Nepal e Tibete sob risco de nova catástrofe. A China suspendeu as operações de resgate ao longo da fronteira porque as equipes não conseguem chegar ao posto alfandegário terrestre, duramente atingido. O alerta é considerado “muito elevado”, noticiou o jornal Il Messaggero.
O deslizamento alterou o terreno e criou dois novos lagos, um no Nepal e outro no Tibete. As autoridades temem que esses reservatórios cedam e provoquem novas enchentes repentinas ou deslizamentos. A previsão citada indica o acúmulo de três milhões de metros cúbicos de água em um lago a montante da alfândega de Gyirong, varrida pelas inundações. O reservatório deve atingir a capacidade máxima, a menos que se esvazie antes com uma nova inundação.
A televisão estatal chinesa CCTV acompanha as operações. “Não temos outra escolha a não ser parar aqui por enquanto”, disse um jornalista da emissora. Nota de Pequim divulgada pela CCTV afirma ser extremamente perigoso avançar até as áreas prioritárias de busca e resgate. As forças de segurança pedem que moradores e socorristas permaneçam em alerta e se desloquem para locais seguros, segundo a BBC.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.
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