Fratelli d’Italia avalia apresentar uma emenda que reintroduz o segundo turno na nova lei eleitoral italiana, o chamado “Stabilicum”. O mecanismo constava da primeira versão do texto e foi retirado depois, em parte por dúvidas dos aliados, em parte por possíveis questionamentos de inconstitucionalidade. O prazo para a apresentação de emendas na comissão do Senado está fixado para às 12h (horário da Itália), noticiou o jornal Il Messaggero.
A dúvida chegou ao Palazzo Chigi, sede do governo. Auxiliares da premiê Giorgia Meloni questionam se o texto aprovado pela Câmara produz de fato mais estabilidade, e temem um impasse entre ingovernabilidade, caso ninguém alcance o limite de 42%, e uma maioria de centro-esquerda garantida pelo mesmo prêmio que a oposição classifica como “anômalo”. Meloni pesa prós e contras, segundo quem falou com ela.
O modelo estudado prevê que, se nenhuma das duas coalizões chegar a 48% no primeiro turno, as duas mais votadas vão ao segundo, desde que ambas tenham obtido ao menos 38% dos votos. A proposta foi defendida pelo presidente do Senado, Ignazio La Russa, e por seu antecessor, Marcello Pera, mas La Russa agora freia: “Difícil revolucionar a lei agora, no último minuto”. O texto ainda voltará à Câmara.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.
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