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<p>Pela primeira vez, é possível saber com dados oficiais quantas pessoas carregam sobrenomes como Rossi, Ferrari ou Romano no Brasil.</p>
<p>Em 4 de novembro de 2025, o IBGE lançou a nova edição da plataforma Nomes no Brasil, atualizada com informações do Censo 2022. A principal novidade foi a inclusão dos sobrenomes. A base reúne mais de 200 mil nomes de família diferentes.</p>
<p>No ranking geral, predominam sobrenomes de origem portuguesa. Silva aparece em primeiro lugar, seguido por Santos e Oliveira. Sobrenomes associados à imigração italiana surgem mais abaixo, mas apresentam concentrações relevantes em regiões marcadas historicamente pela chegada de italianos.</p>
<h2>Rossi é o mais frequente</h2>
<p>Entre os sobrenomes italianos pesquisados, Rossi aparece na frente. São 63.342 pessoas no Brasil, o que coloca o sobrenome na 380ª posição do ranking nacional.</p>
<p>Em seguida vem Ferrari, com 59.404 pessoas, na 395ª posição. Romano soma 27.599 registros e ocupa o 639º lugar.</p>
<p>A distribuição geográfica ajuda a mostrar a relação desses sobrenomes com regiões que receberam contingentes importantes da imigração italiana.</p>
<p>Rossi apresenta forte concentração no Espírito Santo. No recorte municipal, um dos destaques é Nova Roma do Sul (RS), onde cerca de 3,2% da população tem esse sobrenome.</p>
<p>Ferrari também tem presença relevante no Espírito Santo, em Santa Catarina e no Paraná. Em Pinto Bandeira (RS), o sobrenome corresponde a cerca de 3,16% dos moradores.</p>
<p>A concentração em municípios do Sul e do Sudeste coincide, em muitos casos, com áreas historicamente ligadas à colonização e à imigração italiana.</p>
<h2>Sobrenome não comprova ascendência</h2>
<p>Os números exigem uma ressalva.</p>
<p>O Censo identifica o sobrenome, não a origem étnica ou a ascendência de quem o possui. Portanto, os dados não permitem concluir que todas as pessoas com determinado sobrenome descendam de italianos.</p>
<p>Nomes como Romano, Germano, Fortunato e Luna, por exemplo, podem existir em diferentes tradições linguísticas e familiares.</p>
<p>Mesmo sobrenomes fortemente associados à Itália devem ser tratados como indícios de uma possível origem familiar, e não como comprovação genealógica.</p>
<p>A metodologia do IBGE considera os sobrenomes informados para os moradores no Censo 2022, independentemente da ordem em que aparecem no nome completo.</p>
<h2>Sul e Sudeste concentram sobrenomes italianos</h2>
<p>A distribuição dos sobrenomes ajuda a visualizar marcas deixadas pelas grandes correntes migratórias.</p>
<p>No Sul, nomes de origem italiana aparecem com frequência em municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina ligados à colonização europeia.</p>
<p>No Sudeste, São Paulo reúne grandes números absolutos, resultado compatível com o peso populacional do estado e com sua importância histórica como destino da imigração italiana. O Espírito Santo também apresenta concentrações expressivas em diversos municípios.</p>
<p>Assim, cidades da Serra Gaúcha, do interior catarinense, paulista e capixaba preservam nos sobrenomes parte da história da imigração italiana no Brasil.</p>
<h2>Como descobrir quantas pessoas têm seu sobrenome</h2>
<p>A consulta pode ser feita gratuitamente na plataforma Nomes no Brasil, do IBGE.</p>
<p>( Veja aqui )</p>
<p>A ferramenta permite pesquisar sobrenomes, consultar o número de pessoas que os possuem e observar sua distribuição pelo território brasileiro.</p>
<p>Os dados são provenientes do Censo 2022, cuja data de referência foi 1º de agosto de 2022. A base abrange 203 milhões de pessoas em 90,7 milhões de domicílios nos 5.570 municípios brasileiros.</p>
<p>Para quem pesquisa a história da própria família, os dados podem servir como ponto de partida. Cruzados com registros civis, paroquiais, migratórios e documentos italianos, ajudam a investigar como determinadas famílias se espalharam pelo Brasil.</p>
<h3>Os italianos mais comuns no Brasil</h3>
- <ul class="wp-block-list">
- <li>Rossi: 63.342 pessoas, 380º sobrenome mais frequente no país; destaque para Nova Roma do Sul (RS).</li>
- <li>Ferrari: 59.404 pessoas, 395º lugar; presença relevante no Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná.</li>
- <li>Romano: 27.599 pessoas, 639º lugar; São Paulo reúne grande número de registros.</li> </ul>
<p>No ranking geral brasileiro, os três sobrenomes mais frequentes são Silva, Santos e Oliveira.</p>
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