Hackers de língua russa usaram um agente de inteligência artificial hoje pertencente à SpaceX para executar centenas de invasões digitais entre abril e maio, convencendo o sistema de que participava de uma simulação. Pelo menos 20 empresas foram atingidas, entre elas uma indústria italiana que não teve o nome divulgado e recusou comentar, segundo o jornal Corriere della Sera.
A campanha foi revelada pela Reuters em conjunto com duas empresas de cibersegurança, a israelense Gambit Security e a indiana CloudSek, sediada em Cingapura. O grupo identificado como AurOra usou o agente do modelo Cursor, baseado no Claude Sonnet 4.5, da Anthropic. A aquisição do Cursor pela SpaceX foi concluída no início de agosto. Entre os alvos citados estão a belga Christeyns, de produtos de higiene e limpeza, e a Bayou Title, seguradora da Louisiana.
Os ataques vieram à tona porque 28 sessões de conversa entre os criminosos e o chatbot foram publicadas na internet por descuido. Nos registros, o agente indica senhas encontradas, sugere programas para entrar em redes e chega a estimar “probabilidade de sucesso: MUITO ALTA”. Em um trecho, a máquina afirma que está em ambiente de teste e que sua ação é legal. Eyal Sela, chefe da Gambit, disse à Reuters que o agente recusou alguns pedidos por considerá-los ilegais.
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Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.
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