O fotógrafo Stefano Lotumolo, de 39 anos, natural de Lucca, sobreviveu à enchente que atingiu os vales do Himalaia, na fronteira entre Nepal e China, na região do desfiladeiro de Gyirong. Ele viajava com um grupo de oito pessoas, que havia partido de Katmandu dois dias antes rumo ao Monte Kailash, no Tibete, para documentar a peregrinação em torno da montanha, considerada sagrada por diversas tradições religiosas asiáticas. “Tudo foi varrido”, disse ao jornal Corriere della Sera.
O grupo passara a noite em um vilarejo a cerca de vinte quilômetros da fronteira e seguia para o posto quando a massa de água e detritos atingiu a área. O ônibus em que estavam permaneceu de pé tempo suficiente para os passageiros descerem e subirem a encosta. Segundo o fotógrafo, apenas dois ônibus em todo o vale não tombaram naquele momento, e um era o dele.
Três italianos continuam desaparecidos. Marco Ratto, joalheiro de 50 anos de Rapallo, viajava sozinho e não é localizado pela família desde a quarta-feira da enchente. O desaparecimento foi comunicado às autoridades italianas. A prefeita de Rapallo, Elisabetta Ricci, disse estar em contato com o chanceler Antonio Tajani, que determinou o reforço da presença diplomática italiana no Nepal. Também estão desaparecidos um casal ítalo-suíço.
Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.







































