O colapso de uma geleira no Tibete elevou para 1.300 o número de desaparecidos na fronteira entre a China e o Nepal, com quase 400 corpos já recuperados. Entre os ausentes há 540 turistas estrangeiros, três deles italianos, número que subiu depois de agências de viagem sinalizarem clientes que não atendem ao telefone e não chegaram aos destinos previstos, informou o jornal Corriere della Sera.
Os geólogos mudaram de avaliação sobre a sequência dos fatos. O terremoto registrado não provocou a ruptura da geleira. Foi o contrário: a massa de gelo despencou em alta velocidade por uma encosta de pelo menos três mil metros e sacudiu o fundo do vale, gerando ondas de choque medidas em 5,2 graus na escala Richter. A avalanche pode ter movimentado até dez milhões de metros cúbicos.
A estrada que liga o posto de fronteira com a China a Katmandu, capital do Nepal, está destruída por cerca de quarenta quilômetros. A geleira que se partiu ficava em território chinês, a pelo menos vinte quilômetros da alfândega. Motoristas, caminhoneiros e vilarejos foram engolidos pela inundação. O rio voltou a correr mais ou menos em seu leito, sem casas, árvores ou estradas ao redor, deixando uma faixa de lama que sobe de 10 a 15 metros pela montanha.
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Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.
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