O corte de cerca de 75% no diesel exportado pela Rússia e pelos países do Golfo Pérsico é a principal causa da alta global dos combustíveis. Há um ano, esses fornecedores despachavam 2,2 milhões de barris por dia, volume que caiu para 520 mil barris diários em agosto, segundo a empresa de inteligência energética Kpler. A Rússia responde por quase metade da queda, por causa dos ataques com drones da Ucrânia às refinarias, noticiou o jornal Il Messaggero.
O quadro reúne duas guerras, ataques a instalações na Arábia Saudita, ameaças no Mar Vermelho e o estrangulamento do estreito de Ormuz. As reservas estão no menor nível já registrado, o que reduziu a margem de folga do mercado. As máquinas de refino trabalham no máximo e não conseguem compensar a ausência do petróleo russo e do Golfo. “Os barris de petróleo não se imprimem”, resume a mensagem que vem dos mercados.
As estimativas apontam 2028, ou mesmo 2029, para o retorno à normalidade. O spread 3-2-1, diferença entre o custo do barril e o ganho com os derivados, subiu a 65 dólares, nível recorde. Entre 1985 e 2021, a média foi de 10,50 dólares.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.
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