O ministro da Economia e das Finanças da Itália, Giancarlo Giorgetti, alertou os membros do governo sobre o risco de o país entrar em recessão em 2026. O aviso ocorreu durante um jantar, após avaliações sobre a crise energética causada pela guerra no Irã.
O cenário de pessimismo se intensificou após o fracasso das negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e Teerã. Segundo a agência Ansa, se a crise energética não for resolvida rapidamente, o Produto Interno Bruto (PIB) da Itália pode registrar queda no próximo ano.
A economia italiana apresenta desaceleração constante. O crescimento foi de 3,7% em 2022, 1% em 2023, 0,7% em 2024 e 0,5% em 2025. Para 2026, a estimativa da OCDE projeta uma alta de apenas 0,4%, abaixo do 0,8% previsto inicialmente pelo governo.
Fatores de risco para a economia
Três motivos principais sustentam o temor da recessão. A Itália já registra um dos menores crescimentos da União Europeia. Além disso, em agosto de 2026, terminam os financiamentos e os canteiros de obras do Plano Nacional de Retomada e Resiliência (PNRR).
O país também está altamente exposto às variações nos preços dos combustíveis fósseis, especialmente o gás natural. A falta de investimento histórico em energia nuclear ou recentemente em fontes renováveis e sistemas de armazenamento agrava a dependência energética.
Suspensão do Patto di Stabilità
Para enfrentar a crise, o governo italiano pretende solicitar à União Europeia a suspensão do Patto di Stabilità. A norma estabelece limites para o endividamento e o déficit dos Estados-membros. Atualmente, a Itália já descumpre diversos pontos do acordo.
A intenção é obter autorização para ampliar os gastos em déficit. Com a suspensão das regras, o governo poderia acumular mais dívida pública para financiar medidas contra o aumento de preços e estimular o crescimento econômico diante da crise no Oriente Médio.
























































