A Islândia realizou um referendo para decidir se retoma as negociações de adesão à União Europeia, congeladas desde 2013. Cerca de 270 mil eleitores foram chamados às urnas. A consulta é formalmente consultiva, mas o governo assegurou que vai respeitar o resultado. A última pesquisa Gallup, divulgada na véspera, apontou 51,6% pelo não e 48,4% pelo sim, informou o jornal Corriere della Sera.
Se o sim vencer, Reykjavik reabre o dossiê. Caso as tratativas terminem em acordo, os eleitores decidirão em um segundo referendo se o país entra de fato no bloco. A campanha dividiu o país de cerca de 400 mil habitantes em torno do custo de vida, dos financiamentos imobiliários, da coroa islandesa e sobretudo do controle das águas e da pesca.
A Islândia já integra o Espaço Econômico Europeu e o mercado único, faz parte de Schengen e é membro da Efta, a associação europeia de livre comércio. Aplica boa parte das normas europeias sem participar plenamente das decisões que as escrevem, argumento central do campo do sim. Os contrários dizem que o arranjo atual dá acesso ao mercado europeu sem ceder mais soberania. O maior obstáculo é a pesca, pilar da economia nacional e capítulo que ficou sem solução em 2013.
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Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.
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