A Itália incorporou 800 mil pessoas à administração pública entre 2023 e 2026, afirmou o ministro da Administração Pública, Paolo Zangrillo, no Fórum de Cernobbio. Segundo ele, o recrutamento foi acelerado com uso de inteligência artificial, que reduziu os prazos médios, e é a primeira vez em 18 anos que o quadro de servidores volta a crescer. Zangrillo disse ter recebido uma máquina pública sem contratações havia oito anos e com a formação de pessoal abandonada, informou o jornal Il Sole 24 Ore.
No mesmo fórum, o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, disse que a economia italiana se mostrou resiliente. As previsões oficiais foram feitas com cautela diante da guerra tarifária e da situação no Oriente Médio. Sobre uma projeção de 0,6%, já foram alcançados 0,8%, e o país pode se aproximar de 1% no fim do ano. “Não fomos fenômenos, mas o barco continuou flutuando”, afirmou.
Giorgetti disse ainda que os salários não dependem apenas do governo, que pode atuar com incentivos fiscais e contributivos, e cobrou dos empresários tratar remuneração como investimento. Ele citou o “deserto demográfico” e defendeu que o Orçamento dê atenção especial aos jovens. Em 22 de setembro, segundo o ministro, se saberá se o déficit ficará acima ou abaixo de 3%, o que define a permanência do país em procedimento europeu.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.






































