A presença de estrangeiros ganhou peso no mercado de trabalho e no empreendedorismo da província de Pádua, no norte da Itália. Em 2025, uma em cada três contratações feitas por empresas privadas da região envolveu um trabalhador estrangeiro.
Foram 34.740 admissões ao longo do ano, equivalentes a 33% de todas as contratações registradas na província.
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QUERO ANALISAR MEU CASOO número de trabalhadores estrangeiros empregados no setor privado não agrícola também avançou nos últimos anos. Entre 2021 e 2024, passou de 38.788 para 49.657, um crescimento de 28%.
Os dados fazem parte de um levantamento do escritório de estudos da Confartigianato Imprese Veneto, elaborado com informações de Istat, INPS, Unioncamere e Infocamere.
Estrangeiros são maioria das contratações na agricultura
O peso da mão de obra estrangeira varia de acordo com o setor.
A indústria manufatureira liderou em números absolutos, com 8.160 contratações de estrangeiros em 2025. Elas representaram 32,4% de todas as admissões do setor.
Na agricultura, foram 4.565 contratações, com trabalhadores estrangeiros respondendo por 57,1% do total.
Também há participação elevada nos transportes e armazenagem, onde estrangeiros representaram 49,3% das contratações, e na construção civil, com 47,3%.
A decisão da Corte Constitucional mudou o cenário. A nova lei da cidadania agora será analisada pela Justiça da União Europeia.
Hotéis e restaurantes contrataram 4.070 trabalhadores estrangeiros, equivalentes a 31% das admissões do setor.
Mais de 10 mil empresas são comandadas por estrangeiros
A participação estrangeira também cresce entre os empresários.
A província de Pádua possui 10.551 empresas de propriedade ou controle estrangeiro. Elas correspondem a 11,5% de todas as empresas registradas no território.
Entre 2023 e 2025, esse grupo cresceu 2,7%.
No total, 14.385 empresários que atuam na província nasceram fora da Itália.
A China aparece como principal país de nascimento, com 2.915 empresários, ou 20,3% do total. Em seguida vêm Romênia, com 2.291, Albânia, com 1.128, Moldávia, com 995, e Marrocos, com 859.
Estrangeiros têm peso maior no artesanato
O empreendedorismo estrangeiro é especialmente relevante no setor artesanal.
Das 10.551 empresas estrangeiras existentes na província, 3.694 são artesanais. Isso significa que 35% dos negócios comandados por estrangeiros atuam no artesanato.
Ao mesmo tempo, essas empresas já representam 16% de todo o setor artesanal de Pádua. Em outras palavras, aproximadamente uma em cada seis empresas artesanais da província é comandada por estrangeiros.
Entre 2023 e 2025, o número dessas empresas subiu de 3.585 para 3.694, alta de 3%.
A concentração é particularmente forte na construção civil. Das 2.418 empresas estrangeiras do setor, 1.891 são artesanais, o equivalente a 78,2%.
Na indústria manufatureira, 722 das 1.149 empresas estrangeiras são artesanais.
Para Gianluca Dall’Aglio, presidente da Confartigianato Imprese Padova, os números mostram que o artesanato se tornou também um caminho de integração econômica, com trabalhadores que adquirem experiência profissional e, em alguns casos, acabam abrindo o próprio negócio.
Província tem mais de 97 mil residentes estrangeiros
No fim de 2024, a província de Pádua tinha 97.274 residentes estrangeiros, equivalentes a aproximadamente 10,4% da população local.
Pádua concentra cerca de 19% dos estrangeiros residentes no Vêneto e ocupa a segunda posição entre as províncias da região, atrás de Verona.
Os números populacionais também são influenciados pelas naturalizações. Quando um estrangeiro obtém a cidadania italiana, deixa de aparecer estatisticamente entre a população estrangeira, mesmo que continue vivendo na mesma cidade.
Somente em 2024, 5.307 estrangeiros residentes na província de Pádua adquiriram a cidadania italiana.
Empresas ainda enfrentam falta de trabalhadores
O crescimento da participação estrangeira ocorre em um momento de dificuldade para as empresas locais encontrarem mão de obra.
Segundo o sistema Excelsior, da Unioncamere, 51% dos profissionais procurados pelas empresas de Pádua para o período entre maio e julho de 2026 eram considerados difíceis de encontrar.
A dificuldade chegou a 75,1% entre mecânicos artesanais, 74% entre trabalhadores especializados da construção e 92,1% no setor têxtil e de vestuário.
Em quase um terço dos casos, o principal problema apontado pelas empresas era simplesmente a falta de candidatos.
O cenário reforça a importância da imigração para alguns dos setores mais dependentes de trabalhadores qualificados e especializados na economia do norte da Itália.






































