Quem aguarda a conclusão de um processo de nacionalidade portuguesa pode apresentar um pedido de urgência. A demora na análise, mesmo quando se prolonga por meses ou anos, não basta, por si só, para justificar prioridade.
O Instituto dos Registos e do Notariado, o IRN, considera esses pedidos de caráter excepcionalíssimo. Para obter tratamento prioritário, o requerente deve demonstrar que a falta de uma decisão em tempo útil poderá causar dano grave, irreparável e iminente.
Os critérios valem para processos de atribuição, aquisição ou perda da nacionalidade portuguesa. A decisão cabe ao conservador responsável pelo processo.
Quando é possível pedir urgência
O IRN estabelece situações que podem justificar a análise prioritária, desde que devidamente comprovadas.
Uma delas é a apatridia, quando a pessoa não é considerada nacional de nenhum país.
Também pode haver urgência diante de risco iminente de deportação para um país onde o requerente possa sofrer perseguição política, racial, religiosa, de gênero ou por outros motivos que atentem contra direitos fundamentais.
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Outro fundamento é a perda inevitável do emprego por causa da caducidade de um visto, quando o trabalhador precise deixar o país para renová-lo.
Nesse caso, não basta apresentar o contrato de trabalho. O IRN exige também uma declaração do empregador comprovando que a ausência do trabalhador ou a falta da documentação levará necessariamente à perda do emprego.
Tratamento médico e situações humanitárias
A impossibilidade de acesso a tratamento médico urgente, com risco de vida, também pode justificar prioridade.
O critério vale para cidadãos de países terceiros quando o tratamento necessário for prestado em Portugal ou em outro Estado-membro apenas a cidadãos de países da União Europeia. A situação deve ser comprovada por documento emitido pelo estabelecimento de saúde.
A deliberação também prevê situações humanitárias graves, como risco à integridade física, vulnerabilidade extrema ou necessidade urgente de documentação para fins de proteção internacional.
Menores sem documentos têm prioridade em casos específicos
Menores que permaneçam sem documentos podem ter o processo tratado com urgência quando não tenham adquirido outra nacionalidade e sua regularização documental dependa da conclusão do processo português.
Há uma regra específica para menores nascidos no exterior, filhos de pai ou mãe portuguesa, que não tenham adquirido outra nacionalidade e permaneçam indocumentados.
Nesses casos, os processos de atribuição de nacionalidade devem receber prioridade, independentemente da análise dos pedidos comuns de urgência.
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A idade igual ou superior a 75 anos está entre os fundamentos expressamente admitidos pelo IRN.
A deliberação considera o impacto da idade e da esperança média de vida sobre a efetividade do direito ou da expectativa de aquisição da nacionalidade.
Isso não significa que a nacionalidade será concedida automaticamente nem que o processo deixará de cumprir as demais etapas legais. A idade é fundamento para obter prioridade na tramitação, não para antecipar o resultado do pedido.
Outros casos também podem ser aceitos
A lista do IRN não é fechada.
Outras circunstâncias podem justificar urgência quando forem objetivamente relevantes e capazes de causar dano grave, irreparável e iminente caso o processo não seja analisado com prioridade.
Cabe ao interessado comprovar o prejuízo alegado.
O pedido pode ser apresentado pelo próprio requerente, por seu representante legal ou por procurador com poderes específicos.
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Urgência não significa aprovação da nacionalidade
A prioridade altera a ordem de análise, mas não interfere no mérito do processo.
O reconhecimento da urgência não condiciona nem antecipa a decisão final sobre a atribuição, aquisição ou perda da nacionalidade portuguesa.
Os critérios atuais foram uniformizados pelo Conselho Diretivo do IRN em 20 de maio de 2026. A deliberação revogou a orientação adotada em outubro de 2022, posteriormente retificada e republicada em janeiro de 2023, e buscou uniformizar a análise dos pedidos pelos diferentes serviços do instituto.
A minha filha tem pai Português , estou desde 2005 com processo só para obter dupla nacionalidade… e nada ! Não é prioritária , mas 2 anos à espera para obter nacionalidade , santa paciência !!!
Compreendo que o tempo de espera, pode parecer longo, embora Portugal não seja , hoje em dia diferente, nessa morosidade, dos outros países Europeus! A quantidade de pedidos que são feitos por ano, entope o sistema de apreciação. E convenhamos que cada vez vamos todos ter de ser mais rigorosos nessas apreciações. Falo com conhecimento de causa, aguardo a nacionalidade de um outro país Europeu há 4anos e nem número de processo ainda tenho!
Vamos felicitando Portugal, que com pouco, tem feito muito e tem, na medida das suas possibilidades, sido solidario!
A nacionalidade portuguesa, não se dá, não se vende…. HERDA-SE….os corruptos traidores dos governantes que puseram esta lei, deveriam estar presos…
Tenho 57 anos,vivo e trabalhei durante 42 anos em Portugal, reformei me por invalidez, pedi a nacionalidade a meses,o pk de tanto tempo? Casa comprada carro reforma que vivo normalmente
Fazem leis para justificar a morosidade , ineficácia e incapacidade do estado português. As regras para nacionalidade tem que ser claras principalmente quando se trata de tempo para recebê-la em as circunstâncias dando data específica. Seja de um a dois anos para se analisar um processo e não fazer leis confusas e sem fundamento. Quem dá entrada em um pedido de nacionalidade tem direito a obter e deve ter um tempo determinado para se cumprir, as pessoas também cumprem prazos específicos para fazer tal requerimento e porque com o estado português tem que ser diferente? É mais uma lei feita para causar confusão e mais morosidade e ou dar justificação.
Explicou, mas não disse onde podemos apresentar os documentos ou e-mail para agilizar o processo!!!
Precisó dá nasionalide portuguesa com urgência