O governo da Itália deve prorrogar até 24 de setembro o corte de impostos sobre o diesel, cujo desconto atual expira à meia-noite. A medida deveria receber aval do Conselho de Ministros à tarde, num decreto-ponte para conter a alta dos combustíveis, que seguem acima de dois euros por litro em ruas e estradas, informou o jornal Il Messaggero.
A redução de 17,1 centavos mal é percebida pelos motoristas, diante do salto dos preços. É o décimo quinto decreto de emergência em apenas seis meses, com cerca de 2,7 bilhões de euros gastos por causa da guerra no Irã e da paralisia do estreito de Ormuz. A premiê Giorgia Meloni preferiria adotar ajudas seletivas e direcionadas.
Na mesa do Conselho estará também a carta em que a Itália pede a Bruxelas a ativação da cláusula de salvaguardia nacional, por flexibilidade de 36 bilhões de euros, 22 para defesa e 14 para energia. Matteo Salvini propõe combinar um amplo desvio de orçamento com uma contribuição dos bancos. A Liga estuda uma taxa de 5% sobre o lucro dos dez maiores bancos, que renderia entre 2 e 3 bilhões de euros.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.
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