Líderes conservadores da Europa participaram neste sábado, 19 de abril, de um ato em Milão contra a imigração irregular e a burocracia de Bruxelas. O encontro foi o primeiro após a derrota eleitoral de Viktor Orban, na Hungria.
A manifestação foi organizada pelo grupo Patriots for Europe, terceiro maior bloco do Parlamento Europeu. O ato ocorreu em frente ao Duomo de Milão e foi separado por forte presença policial de uma mobilização com milhares de integrantes de grupos de movimentos da esquerda.
O organizador do evento foi Matteo Salvini, líder da Liga e vice-primeiro-ministro da Itália no governo de coalizão de Giorgia Meloni. Salvini considerou o Duomo, definido por ele como um “símbolo do cristianismo”, o local ideal para o evento anunciado com o lema “Without Fear – in Europe Masters in our Own Home!”.

Participaram do ato Jordan Bardella, da França, e Geert Wilders, da Holanda, convidados por Salvini.
Wilders afirmou aos apoiadores: “Hoje, a tragédia que previmos se tornou realidade. Nosso povo, os habitantes originais da Europa, foi atingido por um tsunami de imigração em massa, imigração ilegal, em sua maioria proveniente de países islâmicos”.
Derrota de Orban e cenário eleitoral
O ato em Milão ocorreu dias depois de Viktor Orban, um dos cofundadores do Patriots for Europe, ser derrotado nas urnas após 16 anos no poder. A vitória foi do opositor pró-União Europeia Peter Magyar.
Ao discursar, Salvini citou Orban e declarou: “Caro Viktor, você defendeu as fronteiras e combateu traficantes de pessoas e de armas. Vamos todos continuar essa luta juntos, pela liberdade e pelo Estado de Direito”.
Antes da eleição na Hungria, Marine Le Pen, presidente do partido francês National Rally, foi a Budapeste em apoio a Orban. Na ocasião, afirmou que 2027 seria um ano “absolutamente fundamental” para os conservadores.
Segundo ela, eleições importantes na França, na Itália, na Espanha e na Polônia poderiam dar a futuros vencedores conservadores “os meios para mudar radicalmente o rumo da União Europeia por dentro”.
No ato deste sábado, Bardella disse aos apoiadores: “Vim a Milão para tranquilizá-los: nossa vitória na próxima eleição presidencial está ao nosso alcance. E estamos nos preparando para nos despedir de Macron”.
Críticas à União Europeia
Em linha com Meloni, a Liga defende que a União Europeia flexibilize as regras de déficit orçamentário por causa da crise energética provocada pela guerra no Oriente Médio.
Antes do evento, Bardella afirmou a jornalistas: “Vamos abordar todas as questões que estão afetando as sociedades europeias, em particular a questão da imigração e as regulamentações cada vez maiores impostas pela Comissão Europeia e pela União Europeia sobre a indústria europeia e as economias da zona do euro”.
O ato também teve participação de agricultores em tratores, que protestavam contra acordos de livre comércio, e de motociclistas contrários a restrições no trânsito. Eles abriram uma curta marcha do leste de Milão até o Duomo.




























































