Os investimentos em reformas de imóveis com benefício fiscal pararam de cair na Itália em 2026. Entre janeiro e maio, os italianos ordenaram transferências bancárias de 10,25 bilhões de euros para empresas e profissionais do setor, 4,6% a mais que no mesmo período de 2025, informou o jornal Il Sole 24 Ore. Os dados foram extraídos do Boletim das receitas tributárias publicado pelo Ministério das Finanças.
A tendência ainda não está consolidada. O dado de maio, de 2,41 bilhões de euros, ficou 0,4% abaixo do mesmo mês do ano anterior, assim como janeiro. Fevereiro, abril e sobretudo março tiveram desempenho melhor. Descontada a inflação, a alta encolhe: pelo índice do Istat de preços à produção da construção residencial, o avanço real é de 3,1%; pelo índice geral Foi, de 2,6%. Por isso, o jornal fala em fim da queda, e não em retomada.
Retirados os trabalhos puxados pelos bônus de 90% e 110%, restou um núcleo de obras consideradas inadiáveis, como manutenções aprovadas em condomínio e reformas de casas recém-compradas. Nas declarações apresentadas em 2025, usaram o bônus reformas 36,1% dos assalariados com renda acima de 20 mil euros e 51% dos aposentados. Segundo o Caf Acli, 73% dos beneficiários aplicam a dedução em residências principais.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.
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