O consumo de gás natural na Itália somou 4,4 bilhões de metros cúbicos em julho, alta de 7% (mais 0,3 bilhão de metros cúbicos) na comparação com o mesmo mês do ano anterior, e os estoques do país superaram 80%. O setor termelétrico foi o principal responsável, com crescimento de 17%. Os dados são do Observatório Polaris, da Snam, e foram divulgados pelo jornal Il Sole 24 Ore.
A onda de calor do fim do mês e a queda simultânea da produção hidrelétrica escancararam o peso do gás na cobertura da demanda energética nos momentos de pico, ao lado da importação de energia nuclear francesa. A demanda elétrica de julho foi a mais alta dos últimos anos. A geração termelétrica a gás cresceu 2,1 terawatts-hora (mais 18%) e o gás cobriu 41% da demanda total de eletricidade, compensando, junto com as importações, a retração do hidrelétrico e do eólico.
Residencial e terciário ficaram praticamente estáveis, e a indústria registrou leve queda (menos 72 milhões de metros cúbicos, ou menos 7%). No acumulado de janeiro a julho, a demanda chegou a 37,5 bilhões de metros cúbicos, alta de 1%. O gás injetado na rede em julho ficou estável, com aumento das importações por Tarvisio e Mazara del Vallo e recuo dos fluxos por Passo Gries. O uso de gás natural comprimido em veículos seguiu em queda, menos 6%.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.
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