O advogado Fabio Pagnozzi, que representa a ex-deputada federal Carla Zambelli, afirmou nesta sexta-feira (26) que o Supremo Tribunal Brasileiro brasileiro promove uma “manobra jurídica” para viabilizar a extradição da parlamentar pela Itália. Segundo ele, o objetivo seria submetê-la a outras condenações depois de seu retorno ao Brasil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Pagnozzi dirigiu as críticas ao STF e citou o ministro Gilmar Mendes. A defesa sustenta que as informações enviadas às autoridades italianas não refletem o que aconteceria caso Zambelli fosse extraditada.
De acordo com o advogado, o Brasil informou à Justiça italiana que aceita restringir o pedido ao processo relacionado ao caso da arma. A defesa avalia, porém, que a ex-deputada passaria a responder também por outra condenação após chegar ao país.
“O que ninguém entendeu é que esse crime, que seria o crime do caso da arma, é um crime de semiaberto. Só que, quando ela chegar no Brasil, ela vai cair nas garras de Alexandre de Moraes”, declarou Pagnozzi.
O advogado afirmou que Zambelli também cumpriria a condenação de dez anos de prisão imposta pelo STF, ponto que, segundo ele, não foi esclarecido às autoridades italianas. Com base nesse argumento, disse que pretende entregar documentos pessoalmente ao ministro da Justiça da Itália.
“Eu vou levar em mãos ao ministro da Justiça italiano para mostrar que o Brasil está fazendo uma manobra jurídica para enganar a Itália”, afirmou.
Ao final do vídeo, Pagnozzi pediu que apoiadores compartilhassem a gravação e participassem de um abaixo-assinado em defesa da ex-deputada. Segundo ele, a mobilização integrará a estratégia apresentada às autoridades italianas.
As declarações refletem a posição da defesa e ocorrem enquanto o pedido de extradição segue em análise na Itália. Até a publicação, o STF e o governo brasileiro não se manifestaram sobre as afirmações do advogado.




































