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Greve aérea na Itália paralisa voos hoje; LATAM entre Roma e SP está garantido

Pilotos e aeroviários cruzam os braços em toda a Itália. Entenda quais aeroportos são afetados e seus direitos como passageiro.

O setor aéreo italiano está em greve nesta segunda-feira, 11 de maio
O setor aéreo italiano está em greve nesta segunda-feira, 11 de maio

A aviação italiana enfrenta nesta segunda-feira, 11 de maio, uma paralisação ampla e simultânea. Pilotos e comissários da EasyJet cruzam os braços das 10h às 18h, enquanto controladores de voo dos centros de Roma e Nápoles aderiram ao mesmo horário de greve. A ITA Airways já anunciou o cancelamento preventivo de 123 voos, o equivalente a 38% de sua operação diária.

Para o público brasileiro, há um dado relevante: o voo LA8121 da LATAM Airlines, no trajeto Roma-Fiumicino (FCO) para São Paulo-Guarulhos (GRU), consta na lista oficial de operações garantidas divulgada pela Enac, a agência reguladora italiana de aviação civil. A operação deve ser mantida normalmente, salvo ajustes pontuais.

Horários protegidos

A legislação italiana garante faixas de operação regular mesmo durante greves do setor aéreo. Nesta segunda-feira, os voos estão protegidos entre 7h e 10h e das 18h às 21h. Também são assegurados todos os voos intercontinentais em chegada, parte dos intercontinentais em partida autorizados pela Enac e os nacionais já em curso no início da paralisação.

Além da EasyJet: quem mais para

A greve vai além de uma única empresa. Os controladores de voo da Enav nos aeroportos de Roma e Nápoles param das 10h às 18h, o que pode gerar atrasos em cascata em toda a malha nacional. Em Milão-Malpensa, operadores de carga aérea da Alha e MLE-Bcube paralisam das 13h às 17h.

Em Palermo, o pessoal de handling das empresas ASC Handling, Aviapartner e GH Palermo interrompe as atividades das 12h às 16h. Em Roma, o pessoal de segurança da ADR Security nos aeroportos de Fiumicino e Ciampino para no mesmo intervalo. Em Cagliari, as principais empresas do aeroporto, incluindo Sogaer e Sogaersecurity, aderem à paralisação das 13h às 17h.

O que motivou a paralisação

Na EasyJet, os sindicatos Filt Cgil, Fit Cisl, Uiltrasporti, Ugl TA e Anpac denunciam “estagnação nas negociações para renovação do contrato coletivo” e “deterioração das relações industriais”. A decisão segue uma greve de quatro horas em 31 de janeiro e uma de 24 horas em 26 de fevereiro, ambas sem avanços. Em outros segmentos, as demandas centrais são renovação de contratos e melhores condições de trabalho.

Seus direitos como passageiro: em caso de cancelamento, a companhia deve oferecer remarcação gratuita ou reembolso integral. O direito a indenização adicional existe apenas se a greve for do pessoal da própria companhia. Paralisações de empresas terceiras, como a Enav, não geram indenização extra.

Próximas greves previstas

As paralisações não se encerram hoje. No dia 18 de maio, os sindicatos de base USB convocam greve geral dos ferroviários. No dia 25 de maio, começa uma paralisação de quatro dias, até 29 de maio, do transporte rodoviário de cargas em todo o território italiano.

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