Mulheres que decidem congelar óvulos na região da Toscana poderão receber apoio financeiro de até 3 mil euros. A medida está prevista em uma proposta de lei aprovada na região, que introduz um incentivo econômico para quem recorre à técnica de criopreservação de ovócitos, conhecida como social freezing. Entre os objetivos declarados estão proteger os direitos à parentalidade e à procriação, garantidos pela Constituição, combater a queda demográfica e favorecer a equidade no acesso das mulheres ao procedimento, informou o jornal Il Fatto Quotidiano, nesta quinta-feira (17).
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O congelamento social de óvulos é a criopreservação feita por escolha da mulher, sem indicação médica ligada a uma doença. A técnica permite guardar ovócitos em uma idade mais jovem para uso futuro em uma eventual gravidez. O custo alto costuma limitar o acesso, e é sobre esse ponto que o apoio econômico previsto na proposta pretende agir, reduzindo a diferença de condições entre as mulheres que buscam o procedimento.
A proposta associa o incentivo a um problema demográfico. A Itália enfrenta baixa taxa de natalidade, e a medida é apresentada como forma de ampliar as possibilidades reprodutivas. O texto trata o congelamento de óvulos como um direito ligado à parentalidade e à procriação, e coloca a equidade de acesso como parte central da justificativa.
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