O avanço da AfD na Saxônia é “um sinal negativo”, mas não deve ser dramatizado, disse o vice-primeiro-ministro, ministro das Relações Exteriores e líder da Forza Italia, Antonio Tajani. Ele afirmou que o resultado era largamente esperado e lembrou que o partido colhe boa parte de seus êxitos no leste da Alemanha. “Estamos falando de um voto importante, mas local”, declarou ao jornal Il Messaggero.
Tajani atribuiu o desempenho da AfD às condições econômicas e à história da região, que passou décadas sob o comunismo da Alemanha Oriental e é a parte mais pobre do país. Segundo ele, o extremismo avança onde as dificuldades econômicas são maiores, e persiste ainda o descontentamento com a unificação das duas Alemanhas. Questionado se o resultado antecipa um avanço semelhante na Itália, respondeu que “a Alemanha é a Alemanha, a Itália é a Itália”.
Europeísta e crítico do soberanismo, Tajani defendeu mudanças na União Europeia como resposta: menos burocracia, fim do green deal e reforço do mercado único, com escolhas menos ideológicas e mais próximas dos cidadãos. As reações italianas ao resultado começaram a chegar na noite da apuração. O centro-esquerda manifestou temores, enquanto o general Roberto Vannacci celebrou.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.






































