A fintech britânica Revolut repassou dados pessoais e financeiros de pouco menos de 700 clientes a criminosos que fingiam ser um órgão governamental. A empresa recebeu um pedido de compartilhamento de informações vindo de uma conta que aparentava pertencer a uma autoridade pública e atendeu à solicitação, conforme prevê o regulamento europeu de proteção de dados (GDPR). O autor do pedido, porém, não era uma autoridade real, noticiou o jornal Il Sole 24 Ore.
Pelo GDPR, uma empresa é obrigada a repassar dados de clientes quando o pedido de um ente público é vinculante, formalmente legítimo e baseado em normas específicas, como ordens de investigação ou mandados. O procedimento é chamado de “Emergency data request” e é usado diariamente por diversas plataformas, segundo Marco Ramilli, fundador da empresa italiana de inteligência informática Yoroi. Os hackers agiram com identidade falsa, a partir de um endereço que pertencia de fato ao domínio de e-mail de um órgão governamental, com credenciais de autenticação válidas.
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Os dados incluíam endereços, documentos de identificação e histórico de transações. A Revolut afirma ter avisado os usuários afetados por e-mail, bloqueado o endereço fraudulento e acionado as forças da ordem, as autoridades de proteção de dados e os reguladores financeiros.
Com informações do jornal Il Sole 24 Ore
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