O programa eleitoral do partido Futuro Nazionale, do general reformado Roberto Vannacci, defende que “o aborto não é um direito”, propõe cancelar as uniões civis, introduzir educação militar nas escolas e proibir programas, cenas e comerciais com conteúdo que classifica como “genderista/homossexualista” em horários acessíveis a menores. O texto não indica as fontes de financiamento de nenhuma das medidas, segundo o jornal Corriere della Sera.
Boa parte das propostas foi escrita por Lorenzo Gasperini, professor de filosofia de 34 anos, ex-vereador da Liga em Cecina. O partido não propõe revogar a lei 194, que regula o aborto na Itália, mas quer deslocar o foco para a prevenção e o apoio à maternidade, com entrada de associações antiaborto nos centros de orientação familiar e restrição à pílula abortiva RU-486 fora do ambiente hospitalar.
O programa também prevê proibir cirurgias de redesignação, hormônios e bloqueadores de puberdade para menores, mesmo com consentimento dos pais, e transformar a mudança de sexo antes dos 18 anos em “crime universal”. Há ainda o “mutuo tricolore”, financiamento imobiliário com garantia estatal e juros decrescentes a cada filho, e pensão mínima de 750 euros. O PD reagiu: Alessandro Zan falou em programa “nos limites do nazismo”.
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Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.
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