O Kremlin jogou água fria na expectativa de Matteo Salvini sobre a retomada das exportações de gás russo para a Itália. Questionado sobre a possibilidade de voltar a vender energia ao país, o governo russo respondeu que só o faria se a operação lhe fosse conveniente. A resposta contrariou o vice-premiê italiano, que ao longo dos anos manteve admiração e apoio a Moscou, segundo o jornal Il Fatto Quotidiano.
Salvini lidera a Lega, partido de direita que integra o governo de coalizão da Itália. O vice-premiê é conhecido pela postura próxima à Rússia e por defender a normalização das relações com o país, inclusive no campo da energia. A dependência do gás russo foi tema central na Europa após a redução dos fornecimentos ligada à guerra na Ucrânia, e vários países buscaram alternativas de abastecimento.
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A posição russa, de condicionar qualquer retomada ao próprio interesse, reduz o peso do gesto de aproximação de Salvini. Segundo o relato, a resposta partiu justamente do destinatário de tanta devoção política do dirigente italiano.
Com informações do jornal Il Fatto Quotidiano
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