A Corte de Apelação civil de Milão confirmou o provedimento que determina o bloqueio da área a quente da antiga Ilva de Taranto, no sul da Itália, a ser aplicado até 28 de outubro. Os juízes rejeitaram o pedido de suspensão feito pelos advogados da AdI e da ex-Ilva em administração extraordinária. Com o fim das reservas de matéria-prima, o desligamento progressivo de altos-fornos e coquerias pode começar já na próxima semana, segundo o jornal La Repubblica.
A corte argumentou que, diante do dano econômico pela paralisação das instalações, prevalece a tutela do direito à vida e à saúde, valores de relevo constitucional prioritário. O bloqueio foi determinado por causa do amianto presente na usina, cerca de 2 mil toneladas, que cria risco de dispersão de poeiras e fibras, e pela dispersão de partículas finas, que não afasta o risco sanitário.
Os juízes também criticaram a gestão da empresa. Para o colegiado, a suspensão da produção não foi um evento súbito, mas previsível, sobre o qual recaía a responsabilidade dos envolvidos ao longo dos anos. Os advogados da empresa recorreram à Cassação contra a decisão.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Repubblica.
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