A próxima lei orçamentária da Itália deve girar em torno da redução de impostos sobre reajustes salariais e do debate sobre a saída antecipada do trabalho. A Liga defende a aposentadoria aos 64 anos também para quem está no sistema misto, com uso de parte do fundo de rescisão (Tfr) para atingir o valor mínimo do benefício e recálculo integralmente contributivo. A proposta recebeu do Ministério da Economia uma abertura ao menos nos princípios, noticiou o jornal Il Messaggero.
Para o Tesouro italiano, a reforma Fornero conteria uma distorção entre quem começou a trabalhar depois de 1996 e quem começou antes, ou seja, quem está no sistema misto e é tratado de forma pior. O ministério busca soluções que garantam equilíbrio nas contas e equidade no tratamento. O órgão também sinalizou dois pontos: ampliar a flat tax dos 85 mil aos 100 mil euros de renda, mantendo a alíquota de 15%, e uma tributação reduzida sobre aumentos salariais dos jovens.
A Liga também pede um tributo de 5% sobre os lucros dos bancos, o que renderia até 3 bilhões de euros para famílias, empresas e segurança. O governo ainda prepara novos auxílios contra o preço alto dos combustíveis, já que o barril voltou a subir com as tensões no Oriente Médio.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.
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