Quase metade das pequenas e médias empresas (PMEs) europeias enfrenta dificuldades para encontrar trabalhadores com as qualificações que precisam. A contratação fora da União Europeia, porém, continua sendo “limitada” e “difícil demais”, segundo pesquisa Eurobarômetro publicada pela Comissão Europeia.
A Comissão aponta que 84% de todas as ocupações da UE registraram escassez em ao menos um Estado-membro em 2023. As PMEs, que representam 99% de todos os negócios da UE, são o grupo com maior potencial inexplorado para recrutar trabalhadores estrangeiros.
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Nos últimos dois anos, a proporção de PMEs que tentaram contratar fora da UE variou de 2% na Hungria a 48% em Malta. Na Itália, Espanha e Dinamarca, o índice ficou em 15%. Na Alemanha, chegou a 25%.
Entre as empresas que recrutaram fora do bloco, 54% classificaram o processo como “difícil”. As principais barreiras foram burocracia e procedimentos de imigração complexos (31%), dificuldade em encontrar candidatos adequados (25%) e questões de idioma (24%).
Por outro lado, quase um quarto das empresas recrutadoras (24%) disse não ter encontrado problemas. A proporção foi maior na Grécia (67%) e em Portugal (46%). Alemanha, Dinamarca e Países Baixos tiveram os piores resultados nesse quesito, com menos de 10%.
Entre as empresas que já contrataram cidadãos de fora da UE, mais de 60% avaliaram a integração e a retenção desses trabalhadores como algo tranquilo.
O que a UE propõe
A Comissão Europeia está lançando o EU Talent Pool, plataforma voltada ao recrutamento internacional para reduzir os gargalos de qualificação. Em paralelo, propôs uma nova política de vistos para tornar os procedimentos “mais simples e rápidos” para trabalhadores qualificados.
“Os resultados mostram claramente que precisamos ajudar nossas empresas a atrair talentos. Com a estratégia de vistos, buscamos facilitar o recrutamento internacional”, afirmou Magnus Brunner, Comissário para Assuntos Internos e Migração.
A decisão da Corte Constitucional mudou o cenário. A nova lei da cidadania agora será analisada pela Justiça da União Europeia.
As PMEs que não recrutaram fora da UE apontaram como principais obstáculos os requisitos de idioma, os procedimentos administrativos e o reconhecimento de qualificações obtidas fora do bloco.
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