A prioridade da próxima lei orçamentária italiana é reforçar os salários dos trabalhadores, com uma proposta de tributar em apenas 5% os aumentos de renda dos jovens. A medida partiu do Ministério da Economia e Finanças e é voltada à classe média, foco da política no fim da legislatura. Também está em estudo estender a alíquota de 33% do Irpef a rendas de até 60 mil euros, último passo da reforma tributária, segundo o jornal Il Messaggero.
Esta será a última lei orçamentária antes das eleições políticas do próximo ano. O texto é preparado sob a marca do aumento do custo de vida, ligado às tensões no Oriente Médio, e do avanço dos juros. O custo da dívida deve subir de 87 bilhões de euros no ano passado para 94,4 bilhões ao fim de 2026 e ultrapassar 100 bilhões em 2027.
O pacote também prevê a reavaliação de aposentadorias e benefícios sociais pela inflação, estimada em cerca de 10 bilhões de euros para a indexação das pensões. Há ainda medidas para a natalidade, a prorrogação da tributação reduzida sobre reajustes salariais e a possível extensão de bônus para mães trabalhadoras com três filhos.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Messaggero.
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