O governo da Itália não descarta uma participação pública na nova sociedade que vai controlar a ex-Ilva, em Taranto, desde que haja um plano industrial sólido e concreto, cobrança feita por todos, a começar pela União Europeia. A produção de aço em Taranto vai continuar, mesmo sem os altos-fornos, e a planta não será fechada. O prazo para uma solução é de alguns meses, segundo o jornal La Repubblica.
A ex-Ilva é a maior siderúrgica da Itália e está no centro de uma longa disputa sobre emprego, produção e impacto ambiental em Taranto, no sul do país. A decisão sobre a entrada do Estado como sócio depende da apresentação de um projeto industrial que convença Roma e Bruxelas.
Em paralelo, foram abertos processos de demissão que atingem 2.500 trabalhadores de empresas ligadas à cadeia produtiva. Os procedimentos começaram na semana anterior, movidos por 28 empresas. O subsecretário Alfredo Mantovano afirmou que a definição do caso vai exigir “um par de meses”.
Leia também: Empresas italianas buscam negócios em siderurgia no Brasil
Leia o artigo original em italiano no jornal La Repubblica.
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