As primeiras cartas de demissão já foram enviadas pelas empresas fornecedoras da ex Ilva e atingiriam cerca de 2.500 trabalhadores, conforme denúncia dos sindicatos. O corte ocorre antes mesmo de a Justiça decidir sobre o futuro da área a quente da siderúrgica, que segue por um fio. O pedido de suspensão apresentado à Corte de Apelação de Milão pelas administrações extraordinárias da Ilva spa e da Acciaierie d’Italia só será discutido em 9 de setembro, informou o jornal La Repubblica.
A ex Ilva é o maior complexo siderúrgico da Itália e está sob administração extraordinária, regime em que gestores nomeados pelo Estado conduzem empresas em crise. A área a quente é a etapa em que o minério vira aço, e sua parada compromete o restante da produção. Em torno da usina orbita uma cadeia de empresas terceirizadas, que dependem quase inteiramente das encomendas da siderúrgica e são as primeiras a sentir a retração.
A Corte de Apelação de Milão vai analisar o pedido para suspender os efeitos da decisão questionada pelas administrações extraordinárias. Enquanto a data não chega, as demissões nas terceirizadas já correm, segundo os sindicatos.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Repubblica.






































