O corte de impostos sobre o décimo terceiro salário entrou na mesa do governo italiano e pode valer já para o Natal deste ano, com a hipótese de uma medida pontual que depois seria avaliada como permanente. A Forza Italia defende a isenção total do décimo terceiro, e o Fratelli d’Italia se mostra aberto. A hipótese mínima, segundo o responsável econômico do FdI, Marco Osnato, custaria meio bilhão de euros, com tributação de 15% para quem tem renda até 15 mil euros, mas se busca ampliar o alcance e reforçar o desconto, informou o jornal Il Sole 24 Ore.
O debate marca o início da discussão da manobra orçamentária, a lei anual que define receitas e despesas do Estado italiano. Todos os partidos da coalizão concordam em ampliar o corte do Irpef, o imposto de renda italiano, para a classe média. A Liga reabriu o tema da flexibilidade na saída do mercado de trabalho: o subsecretário do Trabalho, Claudio Durigon, chamou de “inaceitável ter de trabalhar até os 67 anos” e disse que o partido estuda permitir aposentadoria aos 64.
O presidente do INPS, Gabriele Fava, afirmou que o instituto aplicará as eventuais indicações do legislador. Fava propôs ainda um “cofrinho previdenciário” para recém-nascidos, um terceiro pilar para evitar aposentadorias baixas no futuro. A ministra do Trabalho, Elvira Calderone, apoiou a ideia, mas defendeu avançar por etapas.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.
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