Cerca de metade dos 50 mil novos cortes de pessoal previstos pela Volkswagen até 2030 recairá sobre a Alemanha, e a outra metade sobre o resto do mundo. A declaração é do presidente-executivo, Oliver Blume, em assembleia extraordinária convocada pelo sindicato Ig Metall em Wolfsburg, e foi o primeiro de nove encontros com funcionários, informou o jornal Il Sole 24 Ore.
O plano de economia busca elevar a margem operativa bruta, hoje em 3,8%. Os novos cortes se somariam às 50 mil saídas já em andamento pelo acordo de 2024, fechado após greves e negociações. Pelas contas do sindicato, o total pode chegar a 115 mil desligamentos se o grupo fechar as fábricas classificadas como não competitivas. Blume disse que a decisão ainda não foi tomada e que o fechamento continua sendo “a última e mais cara das soluções”.
Quatro unidades estão sob risco: Emden, Zwickau, Neckarsulm e Hannover, sem perspectiva econômica após 2030, segundo os executivos. O grupo já procura comprador para a planta de Osnabrück, onde a produção deve cessar no ano que vem. Blume afirmou que os 50 mil postos são um parâmetro teórico para alinhar custos aos dos concorrentes e que a empresa seguirá priorizando saídas voluntárias.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.
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