Segundo o jornal Corriere della Sera, o rio Pó está reduzido a um filete de água em vários trechos do norte da Itália. O relato descreve uma caminhada pelo leito seco em Stagno di Roccabianca, Casalmaggiore, Mezzani, Brescello e sob a ponte de Viadana, nas horas mais quentes, com o termômetro acima de 40 graus. Na porta da casa dos pontoneiros, as marcas das grandes enchentes históricas registram 9,06 metros acima do zero hidrométrico em 19 de outubro de 2000. Agora o nível marca menos 8 metros, um vazio de quase 17 metros. “O desastre ambiental já está em curso, o cultural não é menor”, diz o texto.
O Pó é o maior rio italiano e corta a planície que concentra boa parte da agricultura e da navegação fluvial do país. No trecho descrito, uma embarcação está atracada sem viajar, porque o nível é baixo demais. Não se ouvem aves. Areia até o horizonte, com o ar tremendo como em deserto.
O texto registra ainda uma poça de água escura do rio, com mofo verde e mau cheiro nas bordas, e um pneu enterrado pela metade. O autor lembra Alberto Manotti, morto há poucos anos, que construía obras com madeira recolhida no rio e ali montava seu presépio no Natal. A estrutura resistia às cheias e, depois de sua morte, foi levada pela água.
Leia também: Pior seca em 70 anos ameaça alimentação e turismo na Itália
Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.
A Suprema Corte reafirmou: a cidadania nasce com a pessoa.
- Nova frente jurídica aberta
- Processos ainda podem ser apresentados
- Avaliação individual antes de qualquer decisão







































