Na Itália de hoje, os nomes mais dados aos recém-nascidos são Sofia entre as meninas e Leonardo entre os meninos, segundo os dados mais recentes do Istat, o instituto de estatística italiano. Logo atrás aparece Aurora, e nomes que pareciam coisa de bisavó, como Emma, voltaram com força ao topo das listas.
Isso não é acaso. Existe uma lógica por trás de um nome sumir por décadas e depois ressurgir, e ela se repete de geração em geração.
O ciclo de um nome
O onomasta Enzo Caffarelli, da Rivista Italiana di Onomastica, descreve o fenômeno como uma curva. Um nome sobe, chega ao auge, e então começa a cair. “Os nomes seguem muitas vezes tendências cíclicas: chegam ao ápice e depois recuam quando se tornam comuns demais”, diz ele.
Quando um nome está em toda parte, ele perde o poder de distinguir. Os pais começam a evitá-lo, e ele despenca. Fica “velho”, depois esquecido. E é aí que a mágica acontece.
A Suprema Corte reafirmou: a cidadania nasce com a pessoa.
- Nova frente jurídica aberta
- Processos ainda podem ser apresentados
- Avaliação individual antes de qualquer decisão
Quando o nome antigo volta a parecer novo
Depois de muitas décadas, um nome associado aos avós ou bisavós pode deixar de soar simplesmente velho e passar a ser percebido como clássico, raro ou original.
Um pai se lembra da bisavó, acha o nome bonito e original de novo, e recomeça a usá-lo. Um artista o adota como nome artístico, um roteirista o dá à protagonista de uma novela, e a curva volta a subir.
Emma é o exemplo perfeito. Em meados do século XX, pouquíssimas meninas recebiam esse nome na Itália. A partir de 2005, passaram a ser milhares por ano. O mesmo padrão, aliás, se repetiu nos Estados Unidos, onde Emma esteve entre os três primeiros.
O que faz um nome pegar
Segundo os estudiosos, três forças movem essas escolhas. A tradição, quando se repete o nome de um avô, tio ou padrinho, ainda muito viva no Sul. A religião, com os nomes de santos e de Maria. E a moda, que ganhou peso no último século, impulsionada por cinema, novela, música e celebridades.
Vale um lembrete para quem busca inspiração na família italiana: um nome muito comum hoje pode soar datado amanhã, e um nome “fora de moda” pode ser o próximo a voltar. No fim, escolher um nome é, quase sempre, apostar em que ponto da curva ele está.
Como um nome vira moda
Sobe: torna-se popular, muitas vezes por cinema, novela ou celebridade
Satura: fica comum demais e perde o poder de distinguir
Some: vira “velho” e é quase esquecido por décadas
Volta: cerca de um século depois, soa “antigo” e precioso, e ressurge
(Exemplo: Emma, quase sumido no século XX, hoje de novo no topo.)
Alguns nomes antigos que voltaram a ganhar espaço
Femininos
- Emma
- Giulia
- Matilde
- Beatrice
- Vittoria
- Ginevra
- Bianca
- Alice
Masculinos
- Leonardo
- Edoardo
- Tommaso
- Lorenzo
- Pietro
- Giovanni
- Giorgio
- Giulio







































