A cidade de Jacundá, a 115 quilômetros de Marabá, no sudeste do Pará, recebe entre os dias 25 e 28 de junho a 12ª Feira Agropecuária, que ocorre junto com a 3ª edição do Festival da Cultura Italiana. A programação reúne produtores rurais, empresas, instituições e a comunidade em torno de negócios e da valorização das tradições locais.
O festival celebra a presença de descendentes de italianos na região e, segundo a organização, surpreendeu pela adesão do público nas edições anteriores. O evento atraiu visitantes de municípios vizinhos e levou a cultura italiana a uma área distante dos polos históricos de colonização do Sul e do Sudeste.
Italianidade fora do eixo tradicional
A presença italiana no Brasil costuma ser associada às colônias do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de São Paulo. Em Jacundá, no Norte do país, descendentes mantêm viva essa herança e transformaram a memória dos antepassados em uma festa que cresce a cada ano.
A iniciativa nasceu para valorizar essa origem e ganhou espaço ao lado da feira agropecuária, principal vitrine econômica do município. A organização afirma que a adesão do público superou as expectativas e aproximou moradores da história da imigração na região.
Feira espera 10 mil visitantes
Promovida pelo Sindicato Rural de Jacundá, a feira passou de cerca de 6 mil visitantes na edição anterior para uma expectativa de aproximadamente 10 mil pessoas neste ano. A edição de 2026 deve reunir cerca de 80 expositores, número superior ao registrado antes, com entrada gratuita em todos os dias.
A programação inclui uma feira de genética bovina, que reúne material para melhoramento e reprodução animal, e um ciclo de palestras técnicas sobre agronegócio e inovação. As atrações musicais reúnem principalmente nomes regionais.
Júlio Adolpho, representante do Sindicato Rural de Jacundá, afirmou que o crescimento confirma a força do evento. “A feira deu um salto muito grande. Expositores que nunca haviam participado estiveram conosco no ano passado, fizeram negócios e voltaram este ano”, disse. (Com informações do Correio de Carajás)






































