O cantor e pianista Peppino di Capri morreu neste sábado (11), aos 86 anos, em Villa Castiglione, na ilha de Capri, onde nasceu e viveu. Ele enfrentava uma longa doença, segundo o jornal napolitano Il Mattino, que divulgou a notícia. O artista completaria 87 anos no dia 27 de julho.
Dono de uma das trajetórias mais longas da música italiana, Di Capri vendeu 35 milhões de discos e gravou 54 álbuns em quase sete décadas de carreira. Em junho de 1965, foi o único cantor italiano a se apresentar como atração de abertura dos Beatles na turnê do grupo pela Itália, com shows em Milão, Gênova e Roma.
Nascido Giuseppe Faiella em 27 de julho de 1939, começou a tocar piano aos quatro anos, apresentando-se para os soldados americanos estacionados em Capri durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1958, adotou o nome artístico ao lado de sua banda, os Rockers, e emplacou o primeiro sucesso com “Nun è peccato”.
Canções como “Champagne“, “Roberta”, “Luna caprese” e “Il sognatore” entraram na memória coletiva italiana. Di Capri detém o recorde de participações no Festival de Sanremo, com 15 presenças entre 1967 e 2005, e venceu duas vezes: em 1973, com “Un grande amore e niente più”, e em 1976, com “Non lo faccio più”.
Em 2023, recebeu o prêmio pela carreira no palco do teatro Ariston, celebrado com dupla ovação de pé. Na ocasião, brincou: “Fazia tempo que eu esperava esse momento, finalmente chegou… Antes tarde do que nunca”.
O cantor deixa três filhos: Igor, do primeiro casamento com Roberta Stoppa, e Edoardo e Dario, do casamento com Giuliana Gagliardi, morta em 2019. O funeral será realizado neste domingo (12), à tarde, na ex-catedral de Santo Stefano, na praça central de Capri.





































