Uma crise das finanças públicas pode ser o maior risco da longevidade, caso a medicina consiga retardar o envelhecimento humano. O tema dominou a Longevity 21, conferência internacional sobre riscos de longevidade e mortalidade realizada esta semana na Universidade La Sapienza, em Roma, em parceria com a Bayes Business School, de Londres, informou o jornal Il Sole 24 Ore.
Por décadas, viver mais foi tratado como sinal de progresso. Parte crescente do setor financeiro agora questiona as consequências econômicas dessa mudança. Para pensões, seguros e finanças públicas, vidas mais longas significam compromissos financeiros por períodos muito maiores. Guy Coughlan, executivo e conselheiro do setor, defendeu que a indústria se prepare para terapias capazes de alterar o processo biológico do envelhecimento.
Segundo o cenário apresentado, o custo de pensões e rendas vitalícias poderia subir entre 30% e 60%. Coughlan alertou que, sem mudanças nas políticas públicas, o quadro poderia levar a uma crise da dívida soberana. Para Nino Savelli, presidente do conselho citado no evento, o desafio não é só de avaliação econômica, mas de risco.
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Leia o artigo original em italiano no jornal Il Sole 24 Ore.
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