As fábricas clandestinas de cigarro se multiplicaram na Itália, e desde 2025 já foram registradas 17 grandes apreensões. As instalações seguem regras rígidas de sigilo e usam maquinário sofisticado, proteção considerada necessária para um mercado em expansão contínua, informou o jornal La Stampa.
O prejuízo é fiscal. O contrabando de cigarros retira dos cofres do Estado italiano mais de duzentos milhões de euros por ano, segundo análise da consultoria KPMG. Em toda a Europa, a evasão somando IVA e impostos sobre consumo chega a nove bilhões de euros.
Cigarros estão entre os produtos mais tributados na Itália, o que torna a produção ilegal lucrativa: quem fabrica fora do circuito oficial não recolhe nem o imposto sobre o valor agregado nem as chamadas accise, os tributos específicos que incidem sobre o consumo de itens como tabaco, álcool e combustíveis. A diferença entre o preço legal e o clandestino sustenta a rede.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Stampa.






































