A brasileira Adilma Pereira Carneiro, conhecida na Itália como “louva-a-deus de Parabiago”, foi condenada à prisão perpétua nesta segunda-feira, 15 de junho. O Tribunal de Busto Arsizio, na Lombardia, a considerou culpada pelo assassinato do companheiro, o italiano Fabio Ravasio.
Ravasio morreu atropelado em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, na província de Milão. O crime pareceu um acidente de trânsito no início, mas o Ministério Público concluiu que Adilma planejou o homicídio durante meses para ficar com o patrimônio do namorado, avaliado em cerca de três milhões de euros.
A brasileira respondia como principal ré e contou com sete cúmplices. O grupo reunia Marcello Trifone (apontado como marido dela no papel), Igor Benedito (filho de Adilma) e Massimo Ferretti (ex-amante), além de Fabio Oliva, Mirko Piazza, Fabio Lavezzo e Mohamed Daibi. A Justiça italiana condenou todos.

O filho da brasileira, que dirigia o veículo usado no atropelamento, recebeu 23 anos de prisão. Ferretti, antigo namorado, pegou 24 anos. Piazza e Oliva ficaram com 14 anos cada, e Daibi foi condenado a 22 anos. Lavezzo e Trifone tiveram a mesma pena de Adilma.
A defesa da família de Ravasio comemorou o resultado. “Estamos satisfeitos com a sentença, acreditamos que ela foi justa. A sentença refletiu o andamento do julgamento e estamos satisfeitos que todos os oito réus tenham sido considerados culpados”, afirmaram os advogados.
Depois da morte de Ravasio, a Justiça italiana reabriu a apuração sobre o falecimento de Michele Della Malva, ex-marido da brasileira, ocorrido em dezembro de 2011. A morte foi atribuída na época a um infarto. Para o Ministério Público, o caso pode envolver envenenamento ordenado por Adilma.

Com informações da ANSA.






































