A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou nesta terça-feira (30) que é hora de uma figura de direita ocupar a Presidência da República e quebrar o “tabu do Quirinale”. A declaração foi feita em entrevista ao programa “10 Minuti”, da Mediaset, rede de televisão da família Berlusconi.
“Depois de quebrar a barreira do Palácio Chigi, a direita também pode quebrar o tabu do Quirinale”, afirmou Meloni. “Seria uma notícia terrível para uma certa parte do establishment, mas afirmaria algo muito simples: quem não está à esquerda não é filho de um deus menor.”
O que está em jogo
Meloni tornou-se, em 2022, a primeira mulher a ocupar o cargo de premiê na Itália e a chefe de governo mais à direita desde a Segunda Guerra Mundial. O mandato do atual presidente, Sergio Mattarella, termina apenas em 2029, após as eleições legislativas de 2027. Na Itália, o chefe de Estado é eleito pelo Parlamento, não pelo voto popular.
A declaração provocou reações imediatas da oposição. Angelo Bonelli, da Aliança dos Verdes e da Esquerda (AVS), acusou Meloni de tentar modificar a lei eleitoral para garantir o poder. Francesco Boccia, líder do Partido Democrático (PD) no Senado, foi direto: “Giorgia Meloni está interessada apenas no poder, sobretudo o dela.”




































