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Itália no Brasil

O castelo de pedra de Nova Veneza que guarda o vinho italiano de SC

Erguida pela família Gava, a Vinícola Borgo virou um castelo de pedra e mantém vivo o vinho colonial no Sul catarinense.

O castelo de pedra da Vinícola Borgo, em São Bento Alto, Nova Veneza (SC), que recebe cerca de 60 mil visitantes por ano. Foto: Vinícola Borgo (Divulgação).
O castelo de pedra da Vinícola Borgo, em São Bento Alto, Nova Veneza (SC), que recebe cerca de 60 mil visitantes por ano. Foto: Vinícola Borgo (Divulgação).

Um castelo de pedra no interior de Santa Catarina guarda uma das tradições mais antigas da imigração italiana no Sul do Brasil. Em Nova Veneza, a Vinícola Borgo transformou a herança da família Gava em vinho e recebe cerca de 60 mil visitantes por ano.

A construção fica em São Bento Alto e chama a atenção de quem passa pela região. Inspirado nas antigas casas de pedra do norte da Itália, o castelo abriga hoje toda a produção de vinhos, licores e geleias da marca.

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Da Itália ao porão do paiol

A história começou por volta de 1893, quando imigrantes italianos chegaram ao interior catarinense. As famílias de Nevio Colombo e de Lúcia Gava já produziam vinho na terra natal e, no Brasil, passaram a plantar uvas e a fazer a bebida no porão do paiol, para consumo próprio.

O nome carrega essa origem. “Borgo tem origem italiana e quer dizer vila. A princípio, o nome é Borgo Gava, ou seja, Vila Gava, unindo o significado ao sobrenome da família, embora hoje a palavra Borgo tenha ficado mais famosa”, explica Greice Goulart Schneider, gerente comercial da vinícola.

Um castelo como homenagem

Erguido há cerca de 25 anos pela quinta geração da família, o castelo foi feito de pedra como tributo aos antepassados. “Isso remete muito à Itália. Se você viajar pela Itália, vai perceber como a maioria das construções realmente são de pedras, principalmente as mais antigas”, diz Greice.

Construído aos poucos, o complexo ganhou novas alas e, há cerca de seis anos, uma ampliação que hoje concentra toda a vinificação. A vinícola processa cerca de 60 toneladas de uva por safra.

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Do vinho colonial ao limoncello

O carro-chefe continua sendo o vinho colonial, nas variedades Bordô e Niágara. A casa também produz rótulos finos secos, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Marcelan e Alicante, além de espumantes, sucos e versões sem álcool.

A produção vai além do vinho. “Mantemos a produção de cachaças com vários sabores, de licores, e o famoso limoncello, que é uma bebida típica italiana. E também produzimos as geleias, sempre aproveitando tudo que tem no quintal da nona e de vizinhos”, conta a gerente.

Para dar conta da demanda, a Borgo mantém famílias parceiras que plantam uvas na região de Urussanga e na Serra Gaúcha.

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Como visitar

A Vinícola Borgo fica na Travessa Giovanni Gava, em São Bento Alto, Nova Veneza, a cerca de 18 quilômetros de Criciúma e 232 de Florianópolis. Abre todos os dias, das 9h às 18h, com entrada gratuita.

Nos fins de semana, há visita guiada com degustação e harmonização, mediante reserva. O passeio dura cerca de uma hora e meia e inclui uma apresentação da produção. (Com informação de NDmais e 4oito, com base em entrevista de Greice Goulart Schneider)

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