Três ítalo-venezuelanos morreram, cinco ficaram feridos e 35 estão desaparecidos após os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24). O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, divulgou o balanço nesta sexta (26), durante missão em Dubrovnik.
Tajani afirmou que cerca de 150.000 cidadãos italianos vivem registrados na Venezuela, o que mantém o balanço incerto. “Portanto não sabemos exatamente o que se encontrará sob os escombros”, disse o ministro.
Os tremores foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. Dois abalos em sequência atingiram a região norte da Venezuela, onde fica Caracas, e derrubaram prédios na capital e nos arredores.
O balanço geral do governo venezuelano, atualizado nesta sexta, aponta 920 mortos e 2.980 feridos. As autoridades também contabilizam 250 edifícios totalmente derrubados ou danificados.
O número de vítimas pode crescer. O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estima mais de 50.000 desaparecidos, e tanto o órgão quanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos avaliam que o impacto real pode superar os registros oficiais, por causa da densidade populacional das áreas atingidas.
A comunidade italiana no país
A Venezuela abriga uma das maiores colônias italianas da América Latina. Os 150.000 cidadãos citados por Tajani aparecem agora no centro das buscas, já que muitos vivem nas zonas mais castigadas.
O governo venezuelano anunciou a militarização do estado de La Guaira, área costeira nos arredores de Caracas e uma das mais atingidas. A região integra a chamada “zona de desastre”.
Brasil e Estados Unidos estão entre os países que enviam equipes de resgate. A ajuda internacional começou a chegar nesta sexta, enquanto as equipes tentam localizar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros.
Fonte: g1 e declaração do ministro Antonio Tajani.




































