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Local onde Júlio César foi assassinado em Roma será aberto ao público

Largo di Torre Argentina, no centro da capital italiana, passará por reforma até 2021

Um dos crimes mais célebres da história vai entrar para o roteiro turístico de Roma. O Largo di Torre Argentina, local onde Júlio César foi assassinado há mais de dois mil anos, será aberto ao público pela primeira vez em 2021, quando for concluído o trabalho de restauração das ruínas do complexo de templos e prédios públicos que havia ali na época da República de Roma e nos primeiros anos do Império Romano.

De acordo com a prefeitura da capital italiana, as obras terminarão em meados de 2021. O projeto, orçado em 985 mil euros, será financiado pela marca Bulgari, numa parceria entre empresas e poder público que tem ajudado a conservar o patrimônio arquitetônico e cultural de Roma. A companhia financia a reforma e, em troca, tem o direito de atrelar sua marca ao ponto histórico.

As ruínas do Largo di Torre Argentina, no centro de Roma, serão reabertas ao público em 2021 Foto: Mario Roberto Durán Ortiz / Creative Commons / Reprodução

A própria Bulgari já investiu cerca de 1,5 milhão de euros na renovação da Escadaria Espanhola, na Piazza di Espagna, em 2016. O modelo possibilitou reformas em pontos como Fontana di Trevi, pela marca Fendi, e Coliseu, pela Tod’s, entre outros.

O que aconteceu naquele local?

Cercado por ruas movimentadas, pontos de ônibus e táxis e comércio, o Largo di Torre Argentina é uma praça que não lembra em nada a grandiosidade da região em 44 a.C., ano em que Júlio César foi assassinado, exatamente naquele ponto.

Então ditador da República de Roma, ele foi cercado por 60 senadores, incluindo seu filho adotivo Marcus Julius Brutus, e morreu com 23 facadas em meados de março. A emboscada aconteceu na Cúria de Pompeu, salão que, à época, abrigava encontros e sessões do Senado Romano.

A cúria fazia parte de um complexo ainda maior, o do Teatro de Pompeu, uma das principais construções do período republicano e que dominava a região chamada Campo de Marte.

As ruínas da praça foram descobertas na década de 1920. Além do ponto de reuniões – e conspirações – do Senado, foram revelados restos de quatro templos, de distintos períodos. O Templo de Juturna data do século III a.C, e foi posteriormente reconstruído como Igreja de São Nicola de Calcario (também em ruínas). O Templo da Fortuna do Dia, concluído em 101 a.C., tem formato redondo e seis colunas ainda aparentes. Nele estava a estátua colossal representando a deusa, encontrada pelos arqueólogos na primeira escavação, posteriormente levada para os Museus Capitolinos.

O mais antigo deles é o Templo de Ferônia, do século III a.C, cujos mosaicos brancos, colocados após um incêndio no ano 80, ainda são bem visíveis. O maior deles é o Templo dos Lares Permarinos, e boa parte de sua fundação não foi escavada.

Império dos gatos romanos

O público geral nunca teve acesso ao complexo arqueológico. Com a reforma, serão instaladas passarelas por entre as ruínas, iluminação especial, saídas de emergência e banheiros públicos.

Sem a presença dos humanos, o lugar virou um império dos gatos romanos. A população de felinos é tão grande e tradicional que foi criado um santuário para os animais, nos arredores da praça. Os bichanos também acabaram se convertendo em verdadeiras atrações aos turistas que colocam o largo em seu roteiro.

Outra curiosidade vem do nome da praça. O Largo di Torre Argentina não tem esse nome por causa do país sul-americano, e sim em homenagem à cidade de Estrasburgo, que, na época dos romanos, chamava-se Argentorato. Em 1503, um nobre oriundo da Alsácia erguei na região seu palácio e, em anexo, a Torre Argentoratina, que acabou batizando definitivamente o largo.

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