O aumento no preço do combustível de aviação está impactando as operações aéreas na Itália. O cenário é reflexo do conflito no Oriente Médio e do fechamento parcial do Estreito de Ormuz. Desde fevereiro, os custos do querosene dobraram, levando empresas a buscarem alternativas para repassar os gastos aos passageiros.
A Volotea é, até o momento, a única companhia a cancelar voos em território italiano. A empresa espanhola de baixo custo retirou menos de 1% de sua programação de verão na Itália, França e Espanha. O CEO da companhia, Carlos Muñoz, classificou a medida como um ajuste cirúrgico para proteger a rentabilidade da empresa.
• Casos afetados pelo decreto
• Atrasos de comune e consulado
• Estratégia jurídica personalizada
Além dos cancelamentos, a Volotea introduziu a chamada Promessa de Viagem Justa. O mecanismo permite a cobrança de uma sobretaxa de até 14 euros por passageiro, caso o preço do combustível supere um teto definido sete dias antes do voo. A Autoridade Antitruste da Itália (AGCM) abriu uma investigação para verificar a transparência dessa cobrança.
O grupo Air France-KLM também elevou suas taxas. Em voos de longa distância, o acréscimo chegou a 100 euros para viagens de ida e volta. A Transavia, braço de baixo custo do grupo, aplicou um aumento de aproximadamente 10 euros em rotas de curta e média distância. As novas tarifas valem apenas para reservas feitas a partir de abril.
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Outras empresas optaram por aumentar taxas indiretas. A Lufthansa, proprietária da ITA Airways, passou a cobrar pela bagagem de mão em tarifas econômicas básicas. Segundo a associação de consumidores UNC, os valores para seleção de assentos também subiram drasticamente na Itália, chegando a 85 euros em determinadas rotas.
Empresas como Ryanair e EasyJet declararam que não pretendem aplicar sobretaxas de combustível neste verão. O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, garantiu que os preços não subirão para quem já comprou passagens, embora tenha alertado para possíveis cancelamentos pontuais caso falte combustível em aeroportos específicos.
Os passageiros que viajam pela Itália contam com a proteção das leis da União Europeia. Em caso de cancelamentos informados com menos de 14 dias de antecedência, pode haver direito a compensação financeira. Especialistas alertam que seguros de viagem comuns podem não cobrir incidentes causados por conflitos de guerra.







































